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Brasil faz campanha histórica na Copa do Mundo de Subbuteo em Paris

A cidade de Paris, capital da França, sediou nos dias 5 e 6 de setembro a Copa do Mundo de Subbuteo. O Brasil marcou presença na competição com quatro jogadores da modalidade, dois na categoria Open e dois na categoria Veteranos.Daniel Matos, do Vasco da Gama, e Fred Elesbão, do SG96 Hannover, jogaram o Open e Giuseppe Spasiano (Vasco da Gama) e Humberto Alencar (Corinthians) jogaram o Veteranos (Competidores acima de 50 anos).

O planejamento da Seleção Brasileira para este mundial foi feito com bastante antecedência e trouxe resultados bastante satisfatórios. Uma semana antes Giuseppe e Alencar participaram em Hanôver, na Alemanha, de dois torneios promovidos pelo clube ao qual Fred é filiado naquele país.

Os torneios tiveram boa participação dos brasileiros, Fred foi vice-campeão no sábado – revés de 2 a 1 para Marcel Schultz, de Frankfurt, enquanto Giuseppe ficava no terceiro lugar da Ernst August Pokal (A série prata do torneio). No domingo, Fred foi mais uma vez vice-campeão ao perder para Gregoire, do clube Huy da Bélgica por 1 a 0. Alencar no domingo acabou em segundo lugar da Untern Schwanz Pokal (A série prata do domingo).

Os brasileiros ficaram uma semana treinando intensivamente na residência de Fred, com mais de 60 horas e treinos em 8 dias. Isso serviu para os três chegarem a Paris mais ajustados aos campos da competição mundial. No dia 4 de setembro o time finalmente se reuniu em Paris. Daniel Matos encontrou-se com Fred, Giuseppe e Alencar no Paris Université Club, um dos mais antigos e tradicionais clubes multidesportivos da França e que tem sua sede justamente no complexo Sebastién Charlety, onde foi realizado o Mundial. Além de ser a sede do voleibol francês, é a casa também do Paris FC, com um estádio para pouco mais de 20 mil espectadores.

O ginásio do complexo recebeu mais de 200 jogadores de 28 países do mundo, de todos os continentes, para a Copa do Mundo.

Giuseppe Spasiano e Daniel Matos, jogadores do Vasco da Gama, Humberto Alencar, do Corinthians, e Fred Elesbão, do clube alemão SG Hannover, estiveram presentes nos dois dias de competição. Daniel e Fred competiram na categoria Open e Alencar e Giuseppe na categoria Veteranos. Cada nação pode levar até dois atletas em cada categoria.

No sábado, 5 de setembro, foi realizada a competição individual. No Open, Fred foi o destaque brasileiro ao se classificar para a fase de mata-mata do Mundial, ao ficar na segunda posição em seu grupo. Logo na partida de dezesseis avos de final, pegou o melhor jogador do mundo, o espanhol Carlos Flores. Fred jogou muito bem a primeira etapa e o jogou virou com o placar de 1 a 0 para Flores, com um gol menos de 1 minuto do fim do primeiro tempo.

No segundo tempo prevaleceu o talento e a experiência de Flores e Fred acabou deixando a competição mais cedo do que gostaria. Os outros 3 brasileiros não tiveram a mesma sorte de Fred e não se classificaram para a fase eliminatória de suas categorias. Carlos Flores acabou se tornando campeão mundial pela sexta vez, ao derrotar o maltês Gauci na final por 4 a 1.

No dia seguinte, 6 de setembro, foi a vez da Seleção Brasileira entrar nas mesas e protagonizar também um feito histórico. O Brasil caiu no grupo da Bélgica, da Áustria e da Tchéquia. A Bélgica, então a vice-campeão mundial, venceu o Brasil por 4 a 0. Na segunda partida, os austríacos também superaram o Brasil pelo mesmo placar. No entanto, a partida contra a Tchéquia foi encarada como uma oportunidade de a Seleção completar sua participação com uma atuação acima da média.

O jogo começou bem para o Brasil. Fred e Alencar saíram na frente em suas partidas, enquanto Giuseppe e Daniel tentavam superar os adversários. Porém, no intervalo os tchecos venciam por 2 a 1, apenas Fred vencia seu jogo e Alencar havia tomado o empate. No segundo tempo Giuseppe consegue uma virada histórica para 3 a 2 contra seu adversário, o que colocaria o Brasil na frente do placar por 2 a 1. Infelizmente, no minutos finais, Alencar toma o gol da virada e a partida termina empatada em 2 a 2. Mesmo assim, trata-se da primeira vez que a seleção nacional faz um ponto em Copas do Mundo.

A Copa do Mundo de Paris foi tratada pela CBFM com toda a importância que merece, já que se trata de uma troca de experiências muito rica com as 28 nações presentes ao Mundial e um salto qualitativo no jogo dos brasileiros.


Por – Humberto Alencar